Como é ter um homossexual na família, segundo crianças

Se tem um site que adoro esse site é o Hypeness, e hoje, mais uma vez, vou postar um vídeo que encontrei por lá. 

Vivemos discutindo sobre como as crianças são afetadas se tiverem um homossexual na família, ainda mais se for pai ou mãe. Mas nunca vi perguntarem diretamente para as crianças sobre o que elas acham sobre isso. 

 

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E foi isso que o Canal da Bee fez. Entrevistaram duas crianças, a Ana Clara de de 8 anos e o Guilherme de 6 anos, para saber a opinião deles. Quando perguntados sobre qual a diferença em conviver com uma tia lésbica a resposta foi: “Nenhuma“. E vocês aí se batendo achando que influenciava algo no pensamento das crianças….

As responsáveis pela filmagem do vídeo trocaram um selinho na frente das crianças pra ver o que elas achavam. A Ana Clara achou fofo, já o Guilherme achou nojento, mas disse que também acha nojento quando os pais se beijam, e se ver alguém se beijando ele pede para a mãe tirar ele do local! Viu? Para eles é tudo igual!

Dá uma olhada no vídeo aí, é rapidinho e super legal:

http://www.hypeness.com.br/2014/05/criancas-contam-como-e-conviver-com-alguem-da-familia-que-e-homossexual/

Segurança gato x Encoxadores

Nessa semana o que mais se ouviu falar foi sobre dois temas, ambos no metrô de São Paulo. 

1º tema – Encoxadores
Aquele tipo de pessoa que se aproveita do tumulto do transporte público para passar a mão e encoxar as passageiras. Ato totalmente abominável e desrespeitoso!

2º tema – Segurança gato
Guilherme Leão recebeu destaque essa semana após uma foto sua ser publicada na internet, e passou a ser conhecido como o Segurança Gato. E olha, não é pra menos!!

Tá, mas o que tem a ver um tema com o outro?
Muita gente mostrou sua revolta na internet contra esses enconxadores. Desde sempre nós mulheres lutamos por nossos direitos e respeitos, e não queremos levar uma passada de mão assim na rua! O caso repercutiu muito e ganhou destaque em vários sites de notícias e redes sociais, levou até a apreensão de algumas pessoas! 
A gente reclama, luta para tudo isso acabar, pede respeito e tudo o mais, aí surge algumas sem-noção que soltam comentários como esse na internet:

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Por diversas vezes já vimos comentários do tipo “Se for bonito não é estupro“. No fundo, penso que seja apenas um comentário, que na prática, se acontecesse, a pessoa que comentou iria sim considerar estupro independente se o cara fosse bonito ou não. Mas esse não é o tipo de comentário que deve ser exposto dessa maneira. A partir do momento em que várias mulheres dizem que tal tipo de cara pode encoxar a vontade, a outra parte que tanto luta quanto esse ato perde um pouco da credibilidade, pois é normal generalizarmos e acharmos que todas pensam igual.

Deve ser sempre considerado como estupro, violência ou abuso sexual independente da beleza de quem comete esse crime.

Vamos prestar bastante atenção na ideia que a gente quer passar com os nossos comentários!!

O último tango no terraço – Ricardo Coiro

Há um tempinho atrás fiz um post sobre o escritor Fábio Chap (https://sembalela.wordpress.com/2013/08/09/um-poeta/). Hoje, vou apresentá-los outro escritor que também conheci através do blog Entenda os Homens. 

O escritor de hoje se chama Ricardo Coiro, e sou simplesmente apaixonada pela escrita dele! Além de publicar em sites como Entenda os Homens, Casal Sem Vergonha e Catwalk, ele tem seu próprio livro, o Confissões de um Cafamântico. 

Vou postar um dos textos dele que mais gosto, “O último tango no terraço”.

Nosso último tango, talvez, nem tango será.

Poderá até ser um samba estrelado pela perna dura que, a duras penas, fingirá ser bamba ou, porventura, na mais provável das hipóteses, será apenas mais uma dança sem nome, do tipo que inventaremos só para homenagear o despudor dos passos francos e a coragem necessária para desrespeitar a rotina do compasso. Modalidade que coreografaremos, bravamente, sem o auxílio inflamável da Ana Botafogo e sem a ajuda divina do Carlinhos de Jesus. Remelexo que criaremos sem medo da punitiva platéia do Faustão. Nosso último tango, provavelmente, não será em Paris, mas e daí?

Será incrível, mesmo se acontecer no terraço de casa, no espaço sem gravidade da NASA ou, até mesmo, sobre um chão ardendo em brasa. Nosso último tango será só nosso e por isso, só por isso e exatamente por tudo isso, será lindo de morrer, ou melhor, maravilhoso de viver. Não será do Marlon Brando. Não será do Al Pacino. Não será do Carlos Gardel. Nosso último tango não será somente por una cabeza cheia de memórias, será, também, por dois corações que dançarão até a última chance de batucar o ritmo efervescente do amor. Acontecerá, sabe-se lá quando, com orgulho e tristeza no olhar, com medo do segundo no qual a música irá parar e pavor do inevitável momento na qual nosso fêmur quebrará. Será nosso último tango e claro: nosso último dengo.